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- THE LEGEND OF SKY KINGDOM



SINOPSE
Três órfãos, duas criaturas, uma jornada... Centenas de aventuras.
Quando três órfãos escapam da Cidade do Submundo, não há o que os impeça de chegar ao Reino Celeste. E nada interromperá o Imperador Malvado de caçá-los de volta.

Esta é a história de três crianças que realizam uma corajosa fuga da cidade subterrânea onde eram escravas do Imperador Malvado. Elas vão em busca da fábula do Reino Celeste e do grande Príncipe Ariel. Uma épica jornada se segue à escapada, carregada de perigos. Pelo deserto, por terremotos, tempestades e fogo, eles conhecem muitas criaturas - algumas amigáveis e outras nem tanto. Numa dramática seqüência de subidas e descidas, de florestas para planícies, através de oceanos e cânions, sua excitante aventura se revela - assim como sua força interior.


Direção
Roger Hawkins

Roteiro
Phil Cunningham

Produção
Phil & Jacqui Cunningham

Edição
Roger Hawkins

Fotografia
Roger Hawkins

Direção de Arte
Minali De Silva

Direção de Animação
Brent Dawes

Música
Andrew Baird

Elenco
Jason Linforth – Cabeça de Bloco (voz)
Miriam Hamblin – Squidge (voz)
Gabriel Phillips – Sortudo (voz)
Wiina Msamati – Italiano (voz)
Rodney Newman – Badza (voz)


The Legend of the Sky Kingdom é a primeira película “Junkmation” do mundo.


Na África, nada é jogado fora. Por todo o território do continente, hábeis artesãos se inspiram em pedaços de tralhas e toda essa tralha velha se transforma em ítens úteis novamente. Latas vazias e cordas de arame viram lâmpadas. Pneus e mangueiras se tornam sapatos. Lixo de qualquer aspecto – madeira, arame, metal, lata, plástico, caixas de qualquer componente – uma nova vida é encontrada para objetos de arte e decoração – além de uso no cotidiano.

Tambores, tonéis, caixas, engradados, veículos de ferro-velho, aparelhos domésticos estragados, tecidos em desintegração, carpetes esgotados, computadores obsoletos, mercadorias danificadas, embalagens vazias, materiais de uso pessoal – tantos exemplos – os artesãos da África podem torná-los utéis e bonitos.

Os produtores de “The Legend of the Sky Kingdom” investiram na criatividade meio Mad Max – recriaram um mundo de muita imaginação e engenharia do aperto.  Por isso o nome – “Junkmation”ä, algo como Porcarianimada ou Animatralha.

No filme, velhas xícaras de chá ressurgiram como cabeças, colheres renasceram como mãos, botões voltaram a enxergar como olhos, braços e pernas suportados por arame, velas de carro e escovas parecidas com limpadores de privada trouxeram ação aos personagens. 

Fazendo justiça ao termo “junk” ou lixo na forma de arte, o estilo da criação mergulhou na prática dos ambulantes e artistas de rua. O olhar técnico se misturou ao talento cru muito original. Uma tentativa como essa nessa intensidade é vista como inédita.

 

Tratamento


The Legend of the Sky Kingdom é um longa-metragem de animação stop-motion de aventura fantástica em 35mm. Os personagens e cenários foram feitos exclusivamente de lixo, técnica batizada como “Junkmation”ä  por seus criadores.

Cada set foi construído com material descartado reciclado com inspiração na arte africana. Os cânions são de aquecedores enferrujados e latas. O vulcão é feito de sacos de juta que antes embalavam alimentos, cinco tipos de pneus, entre eles pneu de trator. As árvores da floresta dos macacos é feita de 600 metros de corda enrolada em arame, e por aí vai a imaginação dos criadores. Aspiradores de pó, rádios, máquinas de escrever, fogões, geladeiras, máquinas de lavar. O lixo foi salvo no Zimbábue e virou estrela de cinema.

 
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